Momentos de reflexão e divagação... momentos de arte no caos e pureza que lhe pertencem... momentos de prazer e paleta de cores infinita por detrás de uma contemporaneidade sempre ultrapassada a cada minuto que passa...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A incompreensão contemporânea continua...
e a esta junta-se uma anterior: a moderna.
Isto parece estar a ficar complexo - pelo recuo no tempo e porque até eu já começo a ter dificuldades em fazer um paralelismo entre a "pureza" modernista e a "pureza" contemporânea.
Quando atingir o objectivo e pureza de raciocínio, que bem preciso!, explicitarei tudinho como deve ser. Prometo! Até lá, as actualizações aqui no blog irão ser, provavelmente, um bocadiiiiiiinho imperceptíveis.
Por enquanto, divaguem tanto como eu...como um peixinho de aquário colocado no Atlântico (diga-se, um bocadinho perdida!)
Isto parece estar a ficar complexo - pelo recuo no tempo e porque até eu já começo a ter dificuldades em fazer um paralelismo entre a "pureza" modernista e a "pureza" contemporânea.
Quando atingir o objectivo e pureza de raciocínio, que bem preciso!, explicitarei tudinho como deve ser. Prometo! Até lá, as actualizações aqui no blog irão ser, provavelmente, um bocadiiiiiiinho imperceptíveis.
Por enquanto, divaguem tanto como eu...como um peixinho de aquário colocado no Atlântico (diga-se, um bocadinho perdida!)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
E, imanente...
à minha vivência diária, encontra-se isto!
Tirem as ilações que queiram (pois é isso que se pretende). Mas adverte-se que, como obra de arte contemporânea, o que é dado a apreender é e não é...
Pensem e mais tarde desvendo o 'mistério'...
Gary Hume, Begginf for It, 1994
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
2010
Um excelente ano de 2010 em que realize, com dedicação, esforço e harmonia interior, todos ou muitos dos meus objectivos. Que seja um ano de explícita realização pessoal e profissional.
Aos demais, um ano próspero e de força para que façam o mesmo...
Aos demais, um ano próspero e de força para que façam o mesmo...
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
2009/2010
Caros amigos (que sabem quem são) e leitores amigos amados de outra forma,
A passagem de ano pouco me diz; afinal é mais uma noite em que se passa para um novo dia e/ou mais uma noite de borga! Por força da tradição ou até porque nós mesmos gostamos de encarar como o início de um novo ano composto por 12 meses, é a partir do dia 1 que "vou começar tudo de novo, vou pôr em prática x, y e z". Por experiência própria, NÃO RESULTA!!!:)
O que resulta mesmo é a continuação e o progresso de lutarmos e tentarmos incorporar nas nossas pessoas e vidas o que queremos e cremos ser o melhor. É uma luta diária e que por vezes sentimos que deveria ser facilitada, pelo menos, um pouco menos árdua. Com os mesmos objectivos, alguns têm mais dificuldades em os obter, quer seja pelo cerne das suas personalidades quer por condições alheias.
O importante é sermos nós próprios, fiéis àquilo em que acreditamos. E isto estende-se a inúmeros campos. Por minha vontade falava dos meus votos pessoais para o futuro e para os que me são mais queridos mas querida blogosfera, esses terei que guardar para mim e partilhar meticulosamente.
Em suma, desejo o mais sinceramente possível para mim e para os que merecem e lutam por isso, que alcancem o que desejam e, acima de tudo, que isso se assuma pela possibilidade de dizer "Sou Feliz!"
E por aqui me fico, no término deste texto que por vontade própria poderia prolongar-se ao tamanho de uma tese e, no término de mais um ano.
Apartando por completo os propósitos lectivos do blog, agarrem as oportunidades (figurativa e não literalmente, sim?!:)) e sejam muito, muito felizes. Tudo do melhor em quantidades desmesuradas.
Um beijinho grande, enorme, e até para o ano!
E agora vou desligar-me do meu amigo computador que, estranhamente, nos dias em que não posso permanecer junto dele é quando me sinto mais inspirada e racionalmente mais apta a realizar os trabalhos para a faculdade... É mesmo verdade mas por que será?!:):) Mas nem sempre, mal seria se o fosse...
Fotografias de Carolina Quirino
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Simpatia
Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atracção.
Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.
São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.
Simpatia - meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agosto,
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é - quase amor!
Casimiro de Abreu
Indaiaçu - 1857.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Rede
de ideias, compromissos, amizades, virtual, lugares, pesca, informações, estudantes, educação, emissores, oferta, computadores, infraestruturas, apoio, viação, recursos, comunidades, observação, bibliotecas, investigação, sensores, tecnologia, pesquisa,...
Fotografia de Carolina Quirino
Realismo contemporâneo-trompe l'oeil
Renato Meziat, Tomatoes and Plastic Bag, 2009, óleo sobre tela, 60 x 80cm.
Renato Meziat cria trabalhos em óleo sobre tela recorrendo à técnica do trompe-l'oeil.
Recorde-se que trompe-l'oeil é um recurso técnico-artístico empregado com a finalidade de criar uma ilusão de óptica, como indica o sentido francês da expressão: tromper, "enganar", l'oeil, "o olho". Seja pelo emprego de detalhes realistas, seja pelo uso da perspectiva e/ou do claro-escuro, a imagem representada com o auxílio do trompe l'oeil cria no observador a ilusão de que está diante de um objecto real em três dimensões e não de uma representação bidimensional. O objectivo da ténica é, portanto, alterar a percepção de quem vê a obra.
Dias que voam e atitudes imperdoáveis

Não gosto nada da corrente de dias seguidos em que faço um turbilhão de coisas, chegando ao fim do dia com a sensação ou certeza da rentabilidade ter sido mínima para as necessidades prementes.
Mais ainda, quando preciso de fazer um esforço tremendo para me lembrar em que dia estou e, pior, não me lembrar do dia exacto em que fiz determinada coisa—quando me parece que já estive com determinada pessoa ou fui a algum lado há dias, afinal...foi ontem! Sinónimo de cansaço? Muito.
E quando a tudo isto se juntam pessoas com uma imensa falta de carácter e educação que insistem em discutir e gritar até altas horas da noite e recomeçar por volta das 6h é, por vezes, perfeitamente insuportável! Percebo que viver em prédios tem qualidades e desvantagens mas continuo sem entender quando são os pais a dar o mau exemplo e que crianças de 5 anos tenham exactamente os mesmos comportamentos.
Sinceramente, fico equivocada do que me incomoda mais: as vizinhas que se mantinham 16h por dia à janela a controlar o que fazia e a distribuir opiniões pejorativas sobre actos que nunca viram ou existiram na bela aldeia em que vivia ou este frenezim ridículo em que os pais são tão educados quanto os filhos, têm uma linguagem corrente imprópria, discussões que se ouvem em todos os andares e putos que mandam os pais para os sítios mais ousados quando nem sequer sabem o significado dessas palavras. Irritada? Muitíssimo. Eu só queria mesmo um pouco de sossego para conseguir concentrar-me e fazer os meus trabalhos...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
O meu Natal

“Apesar de ser um título assaz revoltado e extremista, é o que acontece: o Natal nos últimos anos está morto. E isso há já uns 5, 10 anos que está nesta decadência, desenfreada rumo à capitalização e marketização, deste dia 25 de Dezembro. O real significado do Natal está cada vez mais a desaparecer.”
Concordo plenamente. É por isso que, para mim, o Natal não deixa de ser um dia com um extremo significado mas por razões muito distintas do consumismo, dezenas de sacos nas mãos e luzes que me passam tão despercebidas quanto a iluminação de rua comum ao resto do ano.
De ano para ano, o que faz dele um dia especial são aspectos cada vez mais específicos: a presença da família (a de valor), o sabor diferente do bacalhau e das couves, a garrafinha especial de 1,5l de França recebida no ano anterior, as brincadeiras e risos que, inevitavelmente, quase sempre acabam em choradeiras saudáveis, as conversas disparatadas entrelaçadas entre desabafos há muito por dizer e brincadeirinhas de amor, as velas acesas dispersas pela sala, a lareira acesa, as músicas estranhas q.b. que a minha irmã insiste em colocar como pano de fundo, e ter um verdadeiro “pai” Natal que comemora o aniversário a dia 25. E claro, os momentos em que todos olhamos uns para os outros e percebemos que, por muitas diferenças que tenhamos como pessoas e desavenças ocorridas durante 12 meses perfeitamente evitáveis, somos uma família repleta de amor, em que todos estão presentes quando um precisa. Isto sim, é o meu Natal….
fontes citação e imagem: Internet
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
εἴδωλον
Do grego antigo εἴδωλον, Ídolo significa um objecto de adoração espiritual ou divina. Porém, a idolatria como prática de adoração de ídolos expandiu-se da esfera do divino para a esfera humana com a progressão e desenvolvimentos ocorridos ao longo de todo o século XX, nomeadamente, com os avanços tecnológicos que permitem o fácil acesso a trabalhos e pessoas de várias áreas.
Na contemporaneidade, assistimos, então, a um proclamar de pessoas como sendo "Ídolos" muito diferente do sentido etimológico do termo, como evidenciam as seguintes imagens:
Museu Imaginário, Virtual e Portátil
Na introdução d' O Museu Imaginário, André Malraux escreveu: “O papel do museu na nossa relação com as obras de arte é tão considerável que temos dificuldade em pensar que ele não existe, nunca existiu, onde a civilização da Europa moderna é ou foi ignorada; e que existe entre nós há menos de dois séculos. O século XIX viveu dos museus; ainda vivemos deles, e esquecemos que impuseram ao espectador uma relação totalmente nova com a obra de arte”.
Este livro de André Malraux debruça-se sobre as questões das relações com a obra de arte, o conhecimento desta e a reprodutibilidade técnica.
Na contemporaneidade, enquadra-se perfeitamente na massividade de imagens existentes que podem ser declaradas como arte ou não e que emergem num museu virtual (Internet). Consequentemente, o alucinante poder de questões que isso por si só levanta, bem como a possibilidade de existência de um museu portátil quando cada um de nós pode facilmente aceder a este conceito de museu virtual através do nosso próprio computador.
Fotografia d' O Museu imaginário, andré Malraux, Edições 70
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Narciso
Dentro de mim me quis eu ver. Tremia,
Dobrado em dois sobre o meu próprio poço...
Ah, que terrível face e que arcabouço
Este meu corpo lânguido escondia!
Ó boca tumular, cerrada e fria,
Cujo silêncio esfíngico bem ouço!
Ó lindos olhos sôfregos, de moço,
Numa fronte a suar melancolia:
Assim me desejei nestas imagens.
Meus poemas requintados e selvagens,
O meu Desejo os sulca de vermelho:
Que eu vivo à espera dessa noite estranha,
Noite de amor em que me goze e tenha,
...Lá no fundo do poço em que me espelho!
José Régio
Imagem d' O Mito de Narciso, Caravaggio
Imagem d' O Mito de Narciso, Caravaggio
Navegação à Deriva
Quem navega à deriva
Sabe que há vida além dos mares no mapa
Sabe que há vida além dos mares no mapa
Além das bússolas, astrolábios, diários de bordo
Além das lendas de monstros marinhos, dos mitos
Quem navega à deriva
Acredita que há mares miragens, portos
Inesperados, ilhas flutuantes, botes e salva-vidas
àgua potável, aves voando sobre a terra, vertigem
Quem navega à deriva
Aprende que há mares dentro do mar à vista
Profundidade secreta, origem do mundo, poesia
Escrita cifrada à espera de quem lhe dê sentido
Quem navega à deriva
Se perde na costa, do farol na torre, dos olhares atentos,
Dos radares, das cartas de navegação
Imigra para mares de imprevista dicção
Marcus Vinicius
MUSE...únicos
Depois do grupo de abertura, provavelmente o de maior qualidade que vi até hoje, Muse apareceram e deslumbraram.
Com uma apresentação cénica absolutamente incrível e três plataformas elevatórias, do preto surgiram dois paralelepípedos até ao topo do Pavilhão Atlântico com a projecção de seres brancos a subirem escadas, repetidamente. Cerca de um minuto depois, caem os panos e surgem os três elementos da banda que a meia altura do Pavilhão arrebataram por completo a multidão.
Impossível, apesar de ser uma das minhas bandas de eleição, a par com Live e Dave Matthews, não se ser completamente absorvido pela garra, energia, calor e qualidade da música de Muse. Uma noite em que o meu corpo se deixou apoderar de todos estes aspectos e reagir involuntariamente ao ritmo dos sons da guitarra, da bateria e da voz absurdamente magnífica de Matthew Bellamy.
Fotografias de Carolina Quirino
Exposição "Antimonumentos"
Ontem à noite fui à inauguração de uma exposição de homenagem a Virgílio Domingues—"Antimonumentos", um dos maiores nomes da escultura em Portugal, na Galeria Municipal Artur Bual, Amadora.As peças têm, indubitavelmente, formas únicas que nos fazem rodeá-las e apreciar o pormenor e subtileza com que foram criadas. Com temas por vezes bem explícitos e outros que nos fazem olhar mais atentamente para os decifrar, existe um imaginário muito peculiar, inteligente, inovador e verdadeiramente artístico que transpõe para cada uma das esculturas. Com um percurso e currículo muito ricos, denuncia um evidente traço de originalidade.
Depois de vista a exposição, seguiram-se a intervenção da sua obra por Rui-Mário Gonçalves e Manuel Augusto Araújo, um café-concerto com "Uma Noite de Jazz Clássico" com o Quarteto Vitaminas e o declamar de poemas Pós-Revolução e poemas acompanhados ao som da guitarra.
Relevo, ainda, o enorme prazer que tive em conhecer o escultor Eduardo Nascimento e o músico Carlos Sanches que traduzem, exactamente, o que tenho como aquelas pessoas que se conhecem e desde logo aprendemos bastante, pelas suas qualidades enquanto seres humanos e artistas. E, claro, rever o meu amigo pintor João Silva.
Finda uma noite tão compensadora, recomendo sinceramente uma visita ao espaço.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Inauguração Festival Musidanças
Ontem iniciou o Festival Musidanças—Festival de Artes do Mundo Lusófono, do qual já falei no meu blog, na sala de espectáculos do Tambor Que Fala , sede dos Toca a Rufar.
Presente estava o painel alusivo ao tema Multiculturalidade, realizado a três por mim, pelo pintor João Silva e pelo músico Firmino Pascoal, acompanhado de uma noite de música com os Sons da Gente e uma parede composta por centenas de tambores provenientes de várias partes do mundo.
Pela 9ª vez, o Festival criado e organizado por Firmino Pascoal, dá a conhecer as artes lusófonas dispersas por todo o mundo.
Para saberem mais, cliquem aqui .
Presente estava o painel alusivo ao tema Multiculturalidade, realizado a três por mim, pelo pintor João Silva e pelo músico Firmino Pascoal, acompanhado de uma noite de música com os Sons da Gente e uma parede composta por centenas de tambores provenientes de várias partes do mundo.
Pela 9ª vez, o Festival criado e organizado por Firmino Pascoal, dá a conhecer as artes lusófonas dispersas por todo o mundo.
Para saberem mais, cliquem aqui .
domingo, 22 de novembro de 2009
Infância, crianças e Internet: desafios na era digital
A 23 e 24 Novembro, decorrerá uma Conferência Internacional na Fundação Calouste Gulbenkian, às 10h, no Auditório 2.
Tal como o próprio título deixa antever, debruça-se sobre a Cibercultura e as questões do quão disponíveis estão todas as novas tecnologias para as crianças, na escola e em casa, discutindo os prós e contras que daí advêm.
A sessão de abertura será com a Ministra da Educação, e conta com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros.
A conferência também poderá ser acompanhada directamente online, numa concepção contemporânea de museu virtual.
Para informações mais detalhadas, "googlem" o nome da Fundação e acedam aos eventos.
Fotografia da FCG
sábado, 21 de novembro de 2009
Uma a uma…
De aspecto milimétrico, caem paralelas ou enviesadas, engrossam, retornam a seres mais pequenos, desvanecem-se. Páram um pouco para pensar, voltam a unir-se numa condensação volumosa e gaseificada e tornam a cair. São bonitas e simpáticas.
Hoje, como em muitos dias, foram amigas que não se separaram de mim nem por um minuto. Numa conversa mais ou menos amena entre si, colocaram-se do lado de fora enquanto eu, inspirada pelo seu agradável burburinho, pintava e divagava no meu mundo interior.
Inoportunas quando temos que partilhar o mesmo espaço sem o querer, são a melhor companhia quando se quer trabalhar confortavelmente em casa, pensar, reflectir, percorrer mundos reais e imaginários; oportunas, também, quando nos colocamos debaixo delas e levamos com a sua frieza na cara, de braços abertos a rodopiar com a sensação de leveza física e de espírito.
Sempre me lembro de gostar delas. Desde criança, em que os Invernos ainda eram de quase seis meses e via, em bicos de pés, pela janela da sala, um céu cinzento muito escuro e temeroso. Por vezes acompanhadas de raios e trovoadas, estavam lá, bem perto de mim e dos meus hábitos, e deixavam o seu rasto quando depois de pararem proporcionavam o cheiro maravilhoso a terra molhada.
Agora, de chávena com chá quente entre as mãos, pensei no que iria escrever e lembrei-me que, embora actualmente ousem aparecer sem anúncio e vislumbre prévios, sempre foram boas colegas e das melhores amigas que alguma vez tive.
Obrigada, gotas da chuva.
Fotografia de Carolina Quirino
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Feira de Arte Contemporânea

Fui ontem visitar a Feira de Arte de Contemporânea.
Inicio por dizer que fiquei deslumbrada pela técnica e conceito de alguns pintores portugueses. A estes, os meus Parabéns enquanto artistas e representantes do que se faz em Arte em Portugal.
Todavia, algumas críticas negativas, mais do que gostaria:
1º—com excelentes artistas que actualmente estão a emergir no panorama português, não lhes deveria ser dada uma maior ênfase?;
2º—apesar de ser uma feira, continuo sem perceber a organização labiríntica que, mesmo percorrendo os corredores um a um, enquanto entro nos stands à esquerda e à direita acabo sempre por ter que voltar atrás porque entretanto percebo, ou por outra!, não percebo, como ficaram muitos trabalhos por ver;
3º—nunca é demais rever os nomes incontornáveis dos pintores portugueses do século XX mas será suposto estarem presentes em tanta quantidade numa feira que é anual e deveria mostrar o que se faz de novo na Arte?! (até porque que há galerias com vários dos seus trabalhos e retrospectivas anuais dos autores...)
4º—não deixei de ouvir várias vezes "Até eu fazia isto!" ou "Algum dia eu pagaria este valor por estes pedaços de papel?" Entre muita ignorância e completo alheamento da concepção de Arte, estes comentários no âmbito d'"O que é Arte hoje?" talvez até nos façam debruçar sobre algumas questões...
5º—se antes via na questão do que é ou não Arte na actualidade o aspecto positivo de incitar os artistas a conceberem novas técnicas e conteúdos, produzindo trabalhos muito diversificados mas qualitativamente bons, ontem esse aspecto desvaneceu-se...
6º—todos os anos existem stands vazios de galerias estrangeiras. Obviamente que não se esqueceram da data! mas a organização deveria solucionar os espaços vazios com opções dentro do contexto.
Terminadas as críticas negativas, não posso deixar de fazer jus a alguns dos excelentes trabalhos exibidos, portugueses e estrangeiros. Alguns, realmente magníficos e que da memória não me saem.
Não ouso enunciar nomes, por razões óbvias mas aconselho vivamente uma ida à exposição. Também porque não deixo de ter orgulho que Portugal tenha a sua própria Feira de Arte Contemporânea.
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